• Mário Bastos

Cortes de verbas na UFBA e o que tenho a ver com isso

Atualizado: Fev 13


As últimas notícias sobre o cortes de verbas proposto pelo Ministério da Educação, através do ministro Abraham Weintraub, muitíssimo nos impacta. Primeiramente considerando a justificativa: considerar que as Universidades de Brasília (UnB), a Universidade Federal Fluminense (UFF) e a Universidade Federal da Bahia (UFBA), estariam promovendo “balbúrdia”, palavra que pelo entendimento quase que geral da população nos remete a uma situação confusa, atrapalhada, algazarra, e que, em nada se relaciona aos desempenhos trazidos a nível internacional dessas Universidades em rankings que o ministro não foi capaz de citar.

Mas vamos aos fatos e resultados e se atentando a especificidade da UFBA: Segundo a publicação britânica Times Higher Education (THE), um dos principais em ensino superior e na avaliação das melhores da América Latina, demonstra que a Universidade Federal da Bahia teria passado da 71ª para a 30ª e aparece entre as 400 melhores instituições do mundo em cursos de saúde. Parece que para o ministro em questão, basta apenas convicções baseadas no senso comum próprio e que se baseiam fortemente no que se acredita a atual governabilidade brasileira. Abraham Weintraub, chega a afirmar que balbúrdia seria a admissão e permissão das universidades públicas que aconteçam em suas instalações, manifestações partidárias, ou ainda ‘sem-terra’ ou gente pelada dentro dos câmpus. Revelando, ou melhor escancarando mais uma face dos desmonte orquestrado pelos gananciosos e egoístas políticos ao qual o país está submetido; E sabemos, se não sabem, as últimas notícias evidenciam ainda mais à serviço de quem e para quem este Senhores governam.

É impossível analisar este ocorrido sem remeter ao pensamento de Paulo Freire, que afirma que “não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino”, como quer mesmo uma gestão colocar o país nos trilhos novamente - como gostam de sustentar suas decisões - cortando ainda mais o que vem deixando sucumbir a um certo tempo? A educação e também o setor da saúde, como chegou a evidenciar o ranking supracitado, é na Universidade Federal da Bahia que se tem reconhecidamente grandes feitos no campo da ciência e saúde através dos seus hospitais universitários. Assim, está mais que explicado, exemplificado os caminhos de retrocessos defendidos por este plano de governo. Afirmações no sentido que as universidades “não são para todos’, mas “somente para algumas pessoas”, faz até parecer que estávamos lá o tempo todo, nós pobres, pretos(as).

De qualquer modo é interesse analisar as afirmações proferidas pelo então ministro pois nos possibilita a auto reflexão enquanto sujeitos sociais que somos. Uma vez que este afirma que as universidades precisam respeitar “os pagadores de impostos”, como se nós trabalhadores não soubéssemos o que é sustentar este país e as “mamatas” que diante dos últimos acontecimentos estão cada vez mais longes de findar. E neste sentido, fica a reflexão, a vez que historicamente nos foi negada, querem cortar nossa possibilidade de ensino (segundo Freire) e mudança, não só macro estrutural para o país, como para transformação internas nas famílias e origens ao qual fazemos parte, promovendo ascensão profissional, criticidade, ressignificação da realidade ao qual somos empurrados dia após dia.

Definitivamente, não se pode negar o quanto há de intencionalidade em todos estes malfeitos, existindo um objetivo de nos manter ignorantes, alheios a tudo isso que nos ocorre e que diretamente nos atinge, assim, é preciso para além dessa constatação, exigir efetividade acerca daquilo ao qual temos direitos, não podemos estar alheios a tudo isso, é tempo de obviamente refletir, entretanto já passou da hora de agir.

Bob Marley diria “Se quem pratica a maldade não descansa, por que é que vou descansar”.

Sigamos!

14 visualizações

(71) 9.8877 - 4642

COPYRIGHT © INSTITUTO HORI - EDUCAÇÃO E CULTURA. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS.