• Instituto Hori

O ícone Nelson Mandela - por Cecília Peixoto



“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar. ” Nelson Mandela


Nelson Mandela nasceu na África do Sul, em uma área da nação Xhosa, foi o décimo terceiro filho de Galda Henry Mphakanyisma, chefe da tribo dos Tembus, com uma de suas esposas, Nose Keni Fanny. O nome de batismo de Nelson Mandela era Rolihlahla, também era chamado Madiba, nome do seu clã. A violação da identidade africana era algo habitual, Traço comum do colonizador branco, desta feita, Madiba, passou a chamar-se Nelson, nome escolhido por uma professora metodista.


Mandela, foi o primeiro dos seus treze irmãos a ter acesso à educação formal, uma vez que, poucas crianças negras frequentavam a escola na África do Sul. Mais tarde ingressou na Universidade Witwatersrand no curso de Direito. Na academia começou a atuar politicamente, espaço onde conheceu membros do Congresso Nacional Africano (CNA), partido político fundado em 1912 para defender os direitos dos negros.


Mandela radicalizou na luta, após o apartheid ser instituído oficialmente em 1948. A frente da resistência, liderou uma campanha de desobediência civil, por sua militância de enfrentamento ao sistema opressor perpetrado contra os negros, foi preso diversas

vezes. Em 1964, sofreu a pena mais dura até então, foi condenado a prisão perpétua.

Mesmo preso Mandela não abandonou a luta, através de cartas incentivava os companheiros manter a resistência.


A pressão internacional, e o protagonismo do Movimento Negro na década de

oitenta, culminaram com a libertação de Nelson Mandela após vinte e sete anos de

reclusão, na gestão do Presidente da África do Sul, Frederik W. Klerk. Após sua libertação, fato que repercutiu mundialmente, a voz de Mandela ecoou em toda África do Sul e na diáspora, conclamando igualdade de direitos. Mandela conseguiu unificar a África do Sul, evitar uma guerra civil, criar uma nova constituição e consolidar a democracia.


Em 10 de maio de 1994, aos 75 anos, Nelson Mandela, eleito, assumiu a Presidência da África do Sul, tornou-se o primeiro Presidente negro do seu país. Durante a vigência do seu governo, ampliou o acesso ao saneamento básico, à energia elétrica, além de consolidar importantes direitos. Nelson Mandela, o Madiba, foi um dos homens mais respeitados internacionalmente por defender a igualdade de direitos em seu país e no mundo, em 1993, foi agraciado com o Prêmio Nobel da Paz, principalmente por solucionar conflitos por meios pacíficos.


O exemplo de Mandela nos inspira enquanto negras (os) da diáspora, continuar a

luta contra sistemas fascistas que negam nossa humanidade, nos dividem, nos

invisibilizam, nos diferenciam através de rótulos, e, insistentemente querem condicionar

a hegemonia dos seus padrões culturais eurocêntricos em detrimento dos nossos

valores herdados de África.


“Nutri o ideal de uma sociedade livre e democrática em que

todas as pessoas vivem unidas em harmonia e com as mesmas

oportunidades. É um ideal para o qual pretendo viver e que espero

alcançar. Mas se for preciso, é um ideal para o qual estou preparado

morrer. “ Nelson Mandela


O dia do aniversário de Mandela 18 de Julho, foi reconhecido pela Organização

das Nações Unidas (ONU), como DIA DE NELSON MANDELA, líder negro, ícone da

luta contra o racismo e a opressão.


Fontes:

https://wwwunidosparadireitoshumanos.com

https://wwwguiadoestudante.abril.com.br

61 visualizações2 comentários

(71) 9.8877 - 4642

COPYRIGHT © INSTITUTO HORI - EDUCAÇÃO E CULTURA. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS.