• Mário Bastos

O sustento em épocas Pandêmicas e neoliberais

Por Jamille Santana


Como refletido no último texto acerca de como estamos e ficamos enquanto pretxs em realidades pandêmicas, a análise atual se debruçará em realidades e contextos neoliberais, na qual a perspectiva racial se coloca em evidência se formos considerar os rostos de quem sustenta a economia.

Neste aspecto, focarei acerca dos chamados delivery’s, através dos aplicativos, e de como essa forma de relação “trabalhista” se apresenta.


Completados três anos da última reforma, que alteraram as relações de mercado e trabalho, e em um contexto governamental intensamente neoliberal, há que se considerar que em tempos em que atravessamos tantas dificuldades e necessidades de enfrentamento mais efetivos e mais abrangentes no campo dos direitos, esta situação de fragilidade recaia ainda mais fortemente sobre aqueles e aquelas que fazem a economia girar desde que Brasil é Brasil. Não é verdade?

Neste sentido, cito a frase e situação que inspiraram a escrita de tal investigação: “Você imagina a tortura que é andar com fome carregando comida nas costas”? Esta realidade escancara, ainda mais, a situação desigual que vivemos e atravessamos nesta pandemia (mas, não somente ela).

Como uma possibilidade “atrativa” de ter uma renda, em um país cujo índice de desemprego já soma 12,6% da população e com o percentual de ocupação reduzindo em mais de 5%, as adesões e cadastros em aplicativos, sejam eles de comida ou de transporte individual, crescem consideravelmente justamente pela flexibilização da atuação e, consequentemente, permitem que o “trabalhador” esteja mais vulnerável no campo da garantia dos seus direitos.


E, em tempos de Covid 19, há que se atentar sobre a falta de equipamentos individuais (EPI’s) e a assistência à saúde, por exemplo, através de planos que costumam ser disponibilizados a trabalhadores formais, ainda que com a chamada coparticipação no acesso aos serviços, realidade muito longe das que são encontradas pelos que prestam serviços por aplicativo, que são em sua imensa maioria negros e, como relato, vivenciam situações mais do que precárias e incompatíveis para conseguir a vida digna preconizada nas legislações do país.


Aproveito a escrita para mobilizar a todos a reflexão e adesão daqui para frente, pois, agora, dia 01 de julho, está convocada a paralisação desses trabalhadores que clamam por mais direitos e atenção por parte daqueles que enriquecem e ganham e muito às custas da exploração e expropriação da nossa dignidade, enquanto trabalhadores e trabalhadoras deste país, muitas vezes inclusive, a qual é vendida a falsa ideia de empreendedorismo e autonomia. Somos trabalhadorxs e, por isso, atendendo ao chamado do "Barbudo" Marx, “univo-nos”!!!!!!


FONTES:

https://www.institutohori.com/post/os-pretos-as-na-pandemia-como-estamos-e-ficamos

http://www.esquerdadiario.com.br/Voce-imagina-a-tortura-que-e-andar-com-fome-carregando-comida-nas-costas?fbclid=IwAR2uY0YODFViWjmjGNnHdeKoVuzoW77Nb92xp66_dsY_2zt6O2fEVDpXHEU


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